Image Map
sidebar
Mini Bio
Alycia Jasmin Debnam-Carey is an Australian actress, best known for her role as Commander Lexa in The CW series The 100 and her portrayal of Alicia Clark on the AMC series Fear the Walking Dead.

Já arrancou a segunda série de episódios da famosa série Fear the Walking Dead (FTWD), que segue de algum modo o despertar de The Walking Dead (ou pelo menos é o que deseja quanto às audiências e fãs). O programa da AMC terá uma segunda série de episódios da temporada 2 que chegará ao número 15 (a primeira temporada contava apenas com 6 episódios).

Esta segunda temporada, dividida em duas partes, ainda tem muito que mostrar: a primeira parte é composta por 7 episódios já transmitidos e agora acaba de arrancar a segunda parte, que inclui 8 novos episódios.

Uma das suas atrizes com mais destaque falou com o IGN Espanha para nos contar novidades importantes sobre a série. A atriz australiana, que acaba de fazer 23 anos, contou-nos alguns detalhes sobre o seu trabalho e sobre o que poderemos ver a partir de agora em Fear the Walking Dead.

Qual é a margem de preparação das sequências e episódios? ¿Com quanta antecipação vos entregam os guiões dos próximos capítulos que vão ser gravados?

Bem, há uma reunião geral no início da temporada. Aí conta-se de forma narrativa como vai funcionar a história dos personagens. Depois, é tudo no geral semana após semana. Episódio a episódio. Recebemos o guião uns cinco dias antes de filmar para sabermos o que se vai passar e podermos prepará-lo. Depende também do tamanho da sequência mas normalmente é tudo assim, quase diariamente. Não sabemos o resultado final do que acontecerá no final da temporada mesmo tendo algumas pistas.

A personagem de Alicia vai crescendo e evolucionando agora. Tinhas referências originais nas quais te podias fixar no começo da temporada 1?

Quando comecei tinha 21 anos e não me fixei em nada em concreto. Não estava muito longe da adolescência, embora fosse difícil de fazer porque há muitos estereótipos e ideias prefixadas sobre como se deve ser uma rapariga adolescente. O que fiz foi fixar-me em fazer com que o papel fosse credível, que a relação com a minha mãe na série fosse o mais credível possível e procurei o que esta personagem queria. Mas o certo é que não me inspirei em nada concreto.

O grupo desintegra-se nesta segunda temporada. Para onde se dirige a série nestes novos episódios?

Bem, as alianças dos personagens mudam um pouco. Vamos vamos conseguir ver cada personagem de uma forma mais individual. Para Alicia, em concreto, como a sua família se separou, o seu núcleo muda. Como já não tem Nick, que decidiu afastar-se, agora Alicia une-se com a sua mãe e procura um lugar comum entre as duas. Tentam fazer com que a sua relação seja mais forte para ambas.

É certo que tiveram de filmar cenas em águas geladas e condições algo adversas?

De facto, no princípio tivemos de nadar em águas muito frias. Quando chegámos à série fizeram-nos provas de natação, para ver o nosso nível e ver como conseguíamos nadar sob pressão. Foi durante a primeira semana de filmagens e era em pleno inverno. Estávamos algo destreinados pela época que era e para além disso havia pouca luz. Por sorte, calharam-me poucas cenas de natação deste tipo.

Segues alguma série de TV atual ou não tens tempo de te concentrares a ver outras ficções televisivas?

Da nossa vejo cada episódio para estar completamente em dia e ver se posso melhorar algo. De outras séries apetece-me muito ver Mr Robot porque me falam todos fabulosamente dela e já me estou a reservar para ver a mais recente temporada transmitida da Guerra dos Tronos pois ainda não tive tempo de ver.

Em Vikings fala-se da famosa figura do “produtor da morte”, que anuncia quando um personagem vai desaparecer da série. Em FTWD vivem com medo disto, que a vossa personagem “morra”?

Em FTWD não existe uma figura assim. A verdade é que não vivemos com medo disso porque sabemos que é uma parte do trabalho e mais tarde ou mais cedo quase todos os personagens podem morrer. Quando embarcas num projeto deste tipo sabes que há a possibilidade de que a tua personagem possa morrer ou desaparecer em qualquer momento.

O facto de seres da Austrália limitou-te o que podias alcançar nesta carreira como atriz?

Na verdade, não. Diria que é uma vantagem porque te dá mais possibilidades. Cheguei a Los Angeles há 5 anos e naquela ocasião não tinha tanta importância nem influência o facto de ser australiana ou não. Nos meus primeiros castings e audições eu tentava esconder o sotaque, mas percebi que não era tão importante nem decisivo tê-lo.

De que vantagens e inconvenientes te dás conta quando trabalhas numa série com tanto êxito?

A vantagem principal é o grande apoio de todos os fãs no mundo todo que nos dão ânimo e forças e fazem de FTWD um êxito. Contamos com uma equipa excecional e com uma grande cadeia como é AMC, que nos dá uma grande difusão. Todos os escritores, realizadores, produtores, o elenco… são maravilhosos. Entre as desvantagens, embora não lhes daria esse nome, mas o lado menos positivo incluiria a pressão a que estamos submetidos para tentar não desiludir as expectativas que as pessoas depositaram em nós. Outra das dificuldades é tentarmos distinguir-nos da série The Walking Dead original, já que se trata de séries distintas. Mesmo que haja semelhanças, creio que a nossa é menos chocante e há menos sangue e zombies.

Conhecias The Walking Dead ou algo do género de zombies quando te escolheram para participar nesta série?

Confesso que não era o meu género favorito. Não conhecia The Walking Dead nem muito sobre zombies. Mas quando me chamaram para FTWD eu adorei o guião do piloto, o elenco, a produção… Foi facílimo decidir que ia participar. A partir de aí já vi The Walking Dead e entusiasmei-me rapidíssimo. Para além do mais, agora sou menos apreensiva com tudo o que tem a ver com o género de terror.

Fonte: IGN Espanha

Tradução e adaptação: Joana (ADCPT)